Base dudow 043 2000 – Questão 68

Linguagens / Literatura / Modernismo Brasileiro: 2a Fase / Caracterização - Modernismo Brasileiro: 2a Fase
“O Modernismo, em sentido amplo, tem fases distintas, havendo mesmo quase considerar o fato de que as influências de suas convicções mais fortes se fizeram sentir várias décadas depois da Semana de Arte Moderna. Pense-se, por exemplo, na inspiração que Oswald de Andrade e sua "antropofagia" ofereceram aos movimentos de contracultura da década de 60, entre eles o Tropicalismo.
Na própria década de 20, a pluralidade já se faz sentir, por exemplo, nos vários "nacionalismos": Macunaíma é mais problemático e menos cívico que Martim Cererê. Também quanto à forma literária, há muita diferença entre o verso piadístico e lúdico de Oswald de Andrade e a intensidade subjetiva com a qual é filtrada, por um ângulo tido como "futurista", a vida da metrópole nascente.
Na década de 30, vencidos os impulsos mais arrebatados de experimentalismo estético, a poesia e o romance amadurecem com uma geração de artistas brilhantes. Na lírica, o sentimento da inadaptação ao mundo desemboca na figura do gauche ou na do visionário em cujos versos não faltam imagens surrealistas. Na ficção, o peso da realidade se faz sentir em diversas obras regionalistas, sobretudo do Nordeste,muito marcadas pelos respectivos ciclos econômicos: da cana-de-açúcar e do cacau, por exemplo. Nem faltaram, nessa mesma década e na seguinte,autores mais intimistas, dedicados à sondagem do interior humano, e autores revolucionários, cujas linguagens, particularizadas, deram novo fôlego à expressão literária no Brasil.” 
Da leitura do terceiro parágrafo do texto é ainda correto deduzir que
a) as obras de José Lins do Rego e Jorge Amado representam os ciclos econômicos referidos, na ordem dada.
b) JUBIABÁ e CAPITÃES DA AREIA exemplificam aquelas "tendências mais intimistas".
c) a ficção de Clarice Lispector deve ser arrolada entre aquelas "diversas obras regionalistas".
d) entre os "autores mais intimistas" não pode faltar o nome de Raquel de Queiroz.
e) a ficção de Graciliano Ramos ilustra aqueles "impulsos mais arrebatados de experimentalismo estético".
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